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 A tão aclamada política do pão e circo que surgia em pleno Império Romano, pode especificar claramente o que estamos enfrentando nessa Nova Era sensacionalista. 

 A liberdade se tornou o refugiu para o público alvo de programas televisivos carregados com conteúdo de baixo nível intelectual. Diversão tanto quanto o prazer são emoções sentidas individualmente, o que poderia assim, acabar com todas as discussões globais relacionadas ao que realmente deve e o que não deve ser solto na mídia. Porém, o “lixo reciclado”, como pode ser nomeado determinados programas, tiram a oportunidade de outro tipo de entretenimento estar sendo transmitido, dando assim, prioridade para a famosa diversão de péssimo gosto. 

Em cada período atravessamos novas crises, que se somam as do nosso passado. Crise econômica, Europeia, crise da bolsa… Todas, não propositalmente, seguem um “padrão econômico”, distanciando-se da grande nova crise do século: A Crise Cultural. A música foi usada como forma de protesto durante variadas épocas, como a ditadura aqui no Brasil, porém, hoje serve como apelo sexual na sua grande maioria. As tão famosas novelas brasileiras, se cercam de maldade, mentiras, falsidades, inveja, prostituição e de muito pouco amor ao próximo ou exemplo social. 

Vulgaridade e promiscuidade são colocadas como normais para a mídia e necessitadas de aceitação, mas em momento algum se lembram do público variado sentado do outro lado da tela, absorvendo toda essa informação. Adolescentes em formação de caráter “sugam” todas essas noticias e as levam para a vida prática, aonde as conseqUências dos seus atos, nem sempre são tão leves quanto são mostradas. 

Aceitamos toda essa lavagem sem nos indignarmos. Somos submissos ao ponto de nos deixarem influenciar e não fazermos nada. Substituímos o pão pelo fast food e o circo por novelas. Pouca coisa mudou.

(Moniz Caldas)

Tinha q ser caldas.😄