Nada impede que os evangélicos conversem com xamânicos primevos, como eu, ou com taoístas (como eu também, pois o taoísmo é o xamanismo primevo da China anterior ao nascimento de Jesus) e com outras ordens religiosas e religiões e que traduzam essa conversa para os significados da bíblia cristã. Quando os líderes do grupo que funda o PAREPA tentam colocar em relação várias vertentes religiosas e filosóficas e tentam traduzir isso partindo da bíblia cristã, estão fazendo uma criação artística de grande valor. Devemos permitir que eles tentem sempre condensar suas leituras partindo da linguagem dos primeiros cristãos, dos evangelhos. Isso é um bom começo. É por isso que eu posso postar um recorte do TAO, ou um recorte de Deleuze e depois vê-los traduzir seu entendimento para sua bíblia. As grandes coisas começam devagar e têm de partir de uma troca de linguagem que possa ser bem entendida. No momento, partimos de pequenos passos, sempre costurados pela leitura que nossos irmãos evangélicos fazem da bíblia dos apóstolos de Jesus. É por causa dessa tentativa de entendimento que eu estou reescrevendo meus textos para serem entendidos pelos evangélicos. Se não for assim, logo logo ninguém mais saberia do que se trata esse grupo, pois ficaria uma salada de frutas desentendida. Mesmo que um dia os evangélicos acabem rompendo com os xamânicos e alternativos (nova era e tal, odinismos e tal), terá sido um encontro que todos levarão com presentes de reis magos, estímulos de andarmos juntos em direção ao paraíso sonhado. Tenha generosidade. A generosidade é devida aos diferentes, não se faz necessária aos iguais.