A postagem do amigo Cofano, essa tela revolucionária do italiano Pelizza da Volpedo, exposta em Turin no ano de 1902 com o nome de Quarto Poder, dado a sua natureza e a natureza do socialismo celestial, achei por bem e de direito fazer uma intervenção.
É o seguinte: o livro do profeta Joel, capítulo 2, descreve o aparecimento na terra de um poderoso exército. E este exército de Joel reaparece no livro do Apocalipse, os 200 milhões de combatentes, Apocalipse 9.13-21.

E a intervenção é esta: como Apocalipse diz textualmente: solta os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates, e como este quadro encontra fundamento tipológico na força de medos e persas que ficaram parados junto ao rio Eufrates aguardando que os engenheiros persas concluíssem o trabalho de drenagem das suas águas, para que pudessem atravessar o rio e entrar em Babilônia e a conquistar, ora, como estas forças que no livro do Apocalipse estão amarradas junto ao grande rio Eufrates são as forças do povo cristão e do povo socialista aguardando o sinal para avançar sobre o imperialismo e o conquistar, libertando a inteira humanidade do seu jugo, e como estes quatro anjos são os alicerces do Cristianismo e do Socialismo, sim, e como estes quatro anjos são Moisés e Paulo, pelo lado cristão, e Marx e Lênin pelo lado marxista, ora, Adamir Gerson está propondo que tomemos esse quadro revolucionário de Pelizza da Volpedo e o transformemos numa obra ainda maior, condizente já com o novo tempo.

A obra seria esta: conservamos a imagem de fundo e no lugar destes três personagens trabalhadores que estão na frente então colocaríamos quatro figuras redentoristas, ou seja: dum lado Moisés e Paulo, e do outro Marx e Lênin. E no meio dos quatro, Jesus Cristo.

E o “novo” quadro então teria por título: O QUARTO PODER E O QUINTO IMPÉRIO

Mas, tenho uma preocupação: como expus acima tiraríamos os três personagens que no quadro do Pelizza seguem na frente. E isto desfiguraria a obra de Pelizza. Como superar a questão? Que colocaríamos estes três personagens ao lado dos cinco personagens redentoristas. Os três ocupariam duas posições, ao lado de Moisés e ao lado de Lênin.

Mas, faríamos essa necessária mudança: ao lado de Moisés, a mulher com a criança no colo ao invés de estar olhando para seus companheiros olharia para os cinco personagens redentoristas, e quando o mesmo quadro for repetido ao lado de Lênin então a mulher com a criança no colo está ao lado próximo de Lênin e olhando para os cinco personagens redentoristas.

Lembrando que o quadro de Pelizza já foi uma metamorfose. Quando ele cunhou o termo “Quarto Poder” foi uma reação à revolução francesa. A burguesia vitoriosa em França derrubou o domínio do Primeiro e do Segundo Estado e estabeleceu o poder do Terceiro Estado. E como os trabalhadores estavam em ascensão, lutando agora para derrubar a burguesia e o seu poder do Terceiro Estado e instaurar no lugar outro poder, o Quarto Poder, dos trabalhadores, ora, como a revolução do socialismo celestial é na verdade a terceira revolução, a francesa foi a tese e a russa a antítese, e a terceira revolução é a sua síntese, na sua base de nascimento tendo tanto a liberdade da revolução francesa como a igualdade da revolução russa, ora, o quadro seria muitíssimo pertinente. Representa a passagem da revolução francesa e russa para a do socialismo celestial. Para a revolução brasileira, que é brasileira mas é também mundial.

E porque o Quinto Império? Porque o profeta Daniel profetizou sobre quatro impérios que se sucederiam na história e após eles viria o Quinto Império; e o quinto império se entende como sendo o domínio de Deus sobre a terra.

Peço ao amado Cofano uma análise especial sobre a questão, porque, primeiro, podemos sim fazer o quadro com intenções comerciais, isto é, reverter seus proventos para o movimento do socialismo celestial (porque não temos dinheiro, e só poderemos fazer dinheiro assim, com a venda de camisetas, de botons e a venda de quadros); segundo, como Cofano está na Itália procurar contatar parentes do Pelizza. É possível que ele tenha parentes vivos na Itália. Não sei como funciona a questão dos direitos autorais, mas possa ser que tenhamos que compensar a sua família. Não sei, é preciso ver a lei de direitos autorais.

Lembrando também que o nome originário que Pelizza deu ao quadro foi “O Caminho dos Trabalhadores”. E podemos também pensar nisto, como: O Caminho dos Mansos que Jesus disse Herdariam a Terra, que logicamente são os trabalhadores.

Peço aos irmãos e irmãs desta lista que analisem a proposta. Mesmo porque há intenções sim de se criar mais quadros. Mesmo porque é também a arte do socialismo celestial que estará nascendo. 

Reconheço que não fui muito claro na escrita e me coloco á disposição para respostas. Abraços a todos os meus irmãos e irmãs.

‎”Il Quarto Stato” di Giuseppe Pellizza da Volpedo (1901)