Gômor VERSUS Dinheiro

O que era o gômor com o qual era medida a quantia diária que cada hebreu recebia como alimento? Era uma vasilha, certamente que com círculos onde cada correspondia a uma quantia a ser distribuída,  segundo o número de almas que havia na família.

Mas podemos entender o gômor de forma espiritual. O gômor é a ética, é o amor. A ética e o amor fazem com que numa situação de emergência, de escassez, o que um terá é o que todos terão. Mas o “gômor” deve prevalecer em todas as situações, inclusive na de abundância. Os espíritos devem ser educados para que aprendam a ter o estritamente necessário. Os espíritos devem ser austeros, comedidos, não dados à festanças, a bebedeiras, como encontramos com freqüência nos escritos do apóstolo Paulo.

E o dinheiro? Também é uma entidade corpórea, material, como a vasilha que media o que cada um iria levar para sua casa. E o dinheiro também pode ser visto e entendido de forma espiritual. E podemos dizer que é a completa negação da ética, do amor. Não há qualquer lustro de justiça nele. Quando se é medido pelo dinheiro, canalhas endinheirados têm mais valor que um trabalhador honesto. Lutemos, pois, para criar a República Celestial e certamente nela o “gômor” tomará o lugar do dinheiro. Certamente.