FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO

Em um mundo repleto de tensões, envolvimentos em conflitos, padrões duplos e julgamentos apressados, ficam difícil propor critérios específicos com relação aos vários problemas intelectuais que ocorrem,  e estudá-los cuidadosa e imparcialmente.

Para a mente ocidental, fundamentalismo significa uma rejeição à modernização e ao novo, acoplado a uma mentalidade dogmática.

A igreja cristã do século dezoito era fundamentalista, não aceitando nada que pudesse contrariar seus dogmas. Opuseram-se violentamente a ciência e a toda inovação, perseguindo cientistas e intelectuais, com base em acusações frágeis, argumentos falsos e princípios dogmáticos irracionais. 

Os Estados unidos são fundamentalistas, não aceitam nada que vá contra sua ordem estúpida e opressora.

A Igreja interferia em todos os assuntos científicos, concedia indulgência aos pecadores e instituiu e conduziu a Inquisição. Ao se opor à pesquisa científica e à invenção, e perseguir cientistas e intelectuais, a Igreja distorceu e minou os verdadeiros fundamentos da religião, relegando-a a um monte de dogmas e mitos, que persistem até hoje. 

Contudo, apesar das diferenças mínimas no significado do termo “fundamentalismo”, no Ocidente e no Islã, o pensamento ocidental permanece prisioneiro de sua experiência histórica e de seu longo conflito com o fundamentalismo cristão. 

É esta visão paroquial que o imperialismo americano, tenta agora, aplicar ao Islã, admitindo uma atitude da Igreja com relação ao poder temporal no Ocidente. Isto, é claro, não tem base na verdade ou na realidade, porque o “fundamentalismo”, de acordo com o Islã, é o exato oposto ao daquele existente no Ocidente.