Dinah comunica: fala da Marina Silva, em 22 de janeiro de 2013, segundo o que eu entendi e achei mais importante:

Ela propôs o fortalecimento de uma “dispersão agregadora” e falou que isso se daria por meio de uma “agregação dispersiva”. Riu e brincou, dizendo que até parecia uma linguagem de malucos, mas que era isso mesmo. Ou seja, existem vários movimentos, no Brasil e no mundo, e existem vários tipos de movimentos. Isto tudo defende coisas muito diferentes, uns são a favor dos homossexuais, outros contra, uns são a favor do aborto, outros contra, uns são religiosos (de diferentes credos) e outros são agnósticos ou ateus. O que agrega todos é uma só bandeira, a da SUSTENTABILIDADE. Marina diz que, dado o fato de que estamos em uma situação de emergência muto grave, o mundo inteiro tem de se unir pela sustentabilidade da vida humana no Planeta. 

Ela, Marina, e seu grupo de apoio têm claro o rompimento necessário com toda e qualquer maneira de política do tipo populista (a palavra é minha). Ela disse, com essas palavras, que não vivemos mais em um tempo em que as pessoas queiram seguir lideranças carismáticas. Que a juventude de hoje quer decidir o seu destino, criar sua própria vida e militância e não vai seguir um líder carismático e sim, líderes não carismáticos que aceitem as diferentes escolhas das pessoas e não queira uniformizá-las em bandeiras de um único partido.

Diz, Marina, que quando for a hora ela vai propor a “DEPURAÇÃO” de tudo isso, esse movimento disperso e diverso, em um partido que deixe claro o seu propósito, que não será o propósito de todos os movimentos, porque não existe como enfiar todos os movimentos sociais em um único partido. Não é possível proteger a sustentabilidade e a diversidade com um único partido.

E, sobretudo, ela não quer repetir o erro do PT, que foi o de amordaçar os movimentos sociais, dizendo-se representante de todos eles. O que estava fora do PT não era reconhecido como legítimo.

Ela disse que quem repete erros do passado é estúpido e ela não é.

Resumindo: é pra continuar o debate, sob o guarda-chuva do respeito à diversidade de opiniões e à liberdade política.


Gerson comenta: No caso da Marina Silva se ela optasse pelo PAREPA com certeza ela iria resolver muitos dos problemas que atormentam a sua cabeça. Porque o partido que ela criará será, sim, um partido de evangélicos. Ela não porta um fundamento de idéias que faça convergir, como já observou o Lúcio. Quem vai convergir para ela serão os evangélicos, aqueles mesmos que convergiram para o Garotinho. O discurso dela de sustentabilidade é um discurso que, ao menos no discurso, está em praticamente todo partido. Não gera novidade. Agora no caso do PAREPA temos sim condições da convergência. AGORA RESTA SABER SE ELA VAI SE INTERESSAR PELO PAREPA,  OU VAI CRIAR UMA SIGLA QUALQUER. Apenas foi nós que nos oferecemos, mas nunca obtivemos nenhum retorno de ninguém ligado a Marina Silva. Lúcio suspeita que a militância em torno dela seja fraca intelectualmente. Como o Lúcio disse numa comuna ligada a Marina Silva: se a Marina Silva for sábia, ela vai em Presidente Prudente e conversa com o Gerson e com o Pastor Baldez. Veja bem: se ela for sábia! Pode ser que ela seja sábia, mas ache que não tem necessidade do apoio de um intelectual totalmente desconhecido. Ela corre atrás de quem tem nome, Leonardo Boff, Heloísa Helena e etc. 

 Dinah comenta: E, pra piorar, a Globo divulgou um editorial, à noite, no canal fechado da News, dizendo que a Marina fez um pronunciamento, declarando que vai criar um partido. Só isso. Eu penso que, graças a Deus ( os meus e o de vcs) ela não vai entrar no PAREPA. Ela vai pra se eleger, vai fazer um discurso muito poderoso, que até pode ser que a gente acabe tendo que votar nela, aquele discurso que o Lúcio definiu tão bem como um discurso velado, cheio de véus. E o PAREPA tem que começar a entender o que foi a peregrinação do primeiro Cristianismo, que não era para o poder. O segundo Cristianismo, colocou-se na cúpula do Império Romano decadente e foi assumido por reis e, sobretudo, rainhas medievais. O PAREPA tem de ser um movimento partidário, um acontecimento nômade, voltado apenas para estar diante do poder, traduzindo em palavras os anseios dos comuns. O PAREPA têm de ser dos comuns ou será apenas mais um bandinho de abnegados crentes. É preciso que o povo fundador do PAREPA faça uma reflexão sobre esse seu desejo de que a Marina aderisse ao PAREPA, um desejo de ser poder, um desejo até certo ponto ambicioso a ser grande e poderoso. Vou colocar um poema do TAO sobre isso.

Gerson comenta:  Dinah tem uma proposição de Leonardo Boff muito interessante, de que as religiões ditas cristãs não tem fundamento bíblico. Estão muito fora da Bíblia. De modo que acredito que isto que agora esteja aparecendo se assemelha muito ao aparecimento da nebulosa de Kant e Laplace, o sol, fazendo convergir ao seu centro os diversos corpos então formados pela poeira cósmica. No nosso caso acredito que vai acontecer o mesmo, uma convergência dos diferentes credos religiosos para este centro comum. Quando falamos em Jesus a mensagem de Jesus não é nunca um particular, mas um universal, como já foi dito por muitos estudiosos a mesma coisa em relação ao budismo. A mensagem de Jesus não é e não pode ser excludente, por princípio. É uma resolução científica, feita á base do amor, dos problemas que repentinamente se manifestam. Veja o caso da mulher adultera pela pelos judeus e levada à sua presença. Todos estavam com pedras na mão para fazer justiça porque assim mandava a lei. Jesus também vivia na mesma lei que eles. Mas teve uma reação à base do amor. Começou a escrever na areia e a perguntar: quem não tem pecado seja o primeiro a lançar pedra. E assim ele não somente desarticulou aqueles judeus como o seu ato de amor ganhou para si aquela mulher a transformando numa mulher santa. As pessoas de outras religiões de um modo especial tem problemas é com religiões ditas cristãs. Não necessariamente com a mensagem de Jesus que nela cabem todos que são depositários do amor.

Dinah responde: Eu não estou falando sobre a mensagem de Jesus, nos evangelhos. Estou falando do partido para concorrer ao poder do executivo brasileiro, tendo a Marina como sua cabeça. Esse partido, com a Marina como candidata a presidente, não pode ser exclusivamente cristão. Não acho que a mulher adúltera deva virar santa; penso que não se deve cometer o adultério, se deve separar do casamento que não está mais abençoado e se deve construir um novo casamento com outra pessoa. Minha religião me faz crer que as pessoas devam casar em liberdade e viver juntos em liberdade e não por obrigação.

Riana comenta: “Dinah tem uma proposição de Leonardo Boff muito interessante, de que “as religiões ditas cristãs não tem fundamento bíblico”. Como assim? Qual a base para isto! Se disser que a ICAR privou os seus fiéis durante muitos anos de conhecerem as escrituras, e que consequentemente os católicos persistem no formalismo religioso em vez de procurarem conhecer as escrituras como (João Paulo II os aconselhou ainda em vida) posso entender isto. Agora depois que começaram a surgir os novos movimentos cristãos todos eles usaram e usam a Biblia como fundamento a partir do qual constroem suas congregações. Que me digam que atualmente todos se auto proclamem doutores e interpretes da Bíblia e que têm conduzido o povo para as suas maneiras de ver, têm afastado as pessoas de sentirem a necessidade de beber água fresca e pura, que só a palavra escrita na bíblia e lida por cada um, sem interpretações especiais das “mentes brilhantes” ……..A Palavra de Deus não é de especial interpretação e será dada a revelação a cada um segundo o seu empenho em a procurar unicamente tal qual ela está nas escrituras!

Gerson responde: É uma visão de Leonardo Boff. Não é a minha. para mim o movimento pentecostal que gerou igrejas como a Assembléia de Deus, a Congregação Cristã no Brasil foi um movimento que se originou de Deus. Nasceram de Deus e são sustentadas por Deus. Concordo em gênero, número e grau que Deus fez surgir novos movimentos que realmente tem o dom do Espírito Santo. Movimentos religiosos que tem gerado muitos santos e muitas santas, não obstante a pecaminosidade do mundo atual.


Riana responde: Eu quando casei, escolhi casar não fui obrigada e após 30 anos nunca me arrependi e sou mais feliz a cada dia. Acontece que muitas pessoas querem casar porque dá status, casar vestida de branco, fazer festa etc…Só que isso são dois dias a troco de uma existência a dois.


‎Gerson responde: A Palavra de Deus é como um pomar, cheio de árvores frutíferas. Todo tipo de árvore frutíferas. E embaixo dela passeiam gusanos, todo tipo de gusano. Muitos vão ao pomar da Palavra de Deus com um cesto debaixo do braço para enchê-lo de frutos gostosos, para alimentar e revigorar o corpo e a alma. Outros vão ao pomar e ficam olhando para baixo, para os gusanos que passam.

Gerson comenta: Dinah, gosto muito da frase do Che Guevara: Hay que endurecerse pero
sin perder la ternura jámas. Temos de ter esta natureza dupla mesmo porque 
intelectualmente estamos no patamar adulto e não adolescente ou infantil, e no adulto mora 
a síntese dos contrários; por ele foi posto como termos complementares. De modo que os 
nossos grandes momentos têm de ser ocupados sim pelo pero sin perder la ternura jámas, 
mas não podemos descartar que tem momentos que precisamos lançar mão do hay que 
endurecer-se. E tem um tipo de ateu que prima pelo infantilismo; é dado a ficar repetindo
 que a Bíblia é um livro que só tem contradições, profecias nunca cumpridas, e etc, sendo 
impossível a eles detectar qualquer verdade nela. A militância deles vão no sentido de
 desmoralizar a Bíblia no conjunto da obra. Toma-se um texto qualquer não com a intenção 
de encontrar a sua verdade, qual a sua verdade, qual a sua intenção, mas de introduzir nele 
a sua intenção apriorística. E esses intelectuais infantis acham que com isto estão exibindo
uma grande sapiência, são demolidores do sólido estabelecido, derrubadores de dragão. O 
que não tem nada a ver. Então quando lancei mão da metáfora do pomar, em que nele 
olhando para cima você vê variedades de frutas, e pro chão variedade de gusanos, ora, é 
isto mesmo. Se você for procurar na Bíblia por contradições você vai encontrar de monte,
 porque o espírito está orientado a construir essas contradições ou trata-se de espírito com
 estrutura positivista. Capta a letra, que mata, mas não o espírito que vivifica. Por exemplo, 
em um livro do Evangelho você encontra que os dois homens pregados na cruz com Jesus 
os dois abriram a boca em maldição a Jesus. Em outro livro se encontra diferente, que um 
deles teve reação diferente, dizendo: Jesus, lembrai-vos de mim quando entrar no Paraíso.
Qual a intenção deste autor bíblico? Mostrar que o arrependimento, mesmo quando chega
 ao último instante, encontra o perdão. Isto esses ateus infantis não vêem, mesmo porque 
seu espírito é positivista e não dialético. Resumindo, esses ateus infantis são aqueles que 
entram no pomar e por olhar só para baixo, para o chão, apenas vêem os gusanos que 
passam aos seus olhos. Em última palavra, dado a sua natureza positivista eles se 
alimentam de gusanos e não de frutas. Não são fruteiros, mas gusaneiros. HAY QUE
 ENDURECERSE PERO SIN PERDER LA TERNURA JÁMAS.


 Pastor Missionário Francisco de Assis de Oliveira comenta : Não creio que Marina Silva
 venha a ser a nossa opção. O que temos que fazer agora é levantar um grande clamor de 
oração ao Grande e todo poderoso Elshaday, para que ele nos direcione no caminho em 
quedevemos andar, e que projeto agora construir em favor do PAREPA. Pensar em fazer
 remendos em roturas velhas, não dá certo com nunca deu.

 Dinah responde:   Temos que entender o quanto esse grupo tem um potencial enorme! Eu, que cheguei agora, nem por um segundo estou ou estive interessada em ser bem aceita pela Marina Silva ou qualquer outro GRANDÃO da parada, no Brasil atual. Eu não os desprezo, ao contrário, os admiro. Mas é que esse lugar dos grandões não é o melhor lugar para se construir gestos de ressurreição. Não nessa nova época, não nessa nova vinda de Jesus em milhares de profetas novos e comuns. O PAREPA, para ser um movimento partidário inovador, deve ser algo parecido com os ANONIMUS, tipo ter adeptos espalhados pelo Brasil, ter bandeiras bem discutidas e pensadas entre seus adeptos, mas ser uma coisa solta, que aparece nos eventos para fazer sua assinatura. O PAREPA deve ter um logotipo que todo o Brasil conheça, como aquela máscara dos ANONIMUS, e deve fazer coisas por aí. Deve ser nômade, nesse sentido. O poder central, o congresso, os executivos municipais e estaduais, os legislativos, isso tudo não interessa para quem quer fomentar a energia da ressurreição do paraíso na Terra. Essa ressurreição vem dos comuns, não vem de nenhuma cúpula executiva. A ação do PAREPA pode e deve ser unificada, no sentido de ter uma mesma cara, uma mesma ética, uma mesma estética. Mas o agir do PAREPA não deve ser de comandar poderes dentro dessa sociedade que derrete, vai à deriva em direção ao seu desmanchamento. 

Riana responde: Deveremos nos manter respeitosos a cada religião! Podemos ser tolerantes. Mas nunca nos omitirmo-nos perante um dilema! Ou deixaremos de ser Sal e Luz! Nossa missão é divulgar o Evangelho, agora se as pessoas aceitam ou não tudo depende delas, não são obrigadas. Depois em ambientes mistos, há varias maneiras de pensar e é natural que assim seja, tem é que haver o bom senso da democracia.

 Gerson comenta: Certamente que estamos amealhando créditos diante de Deus, e ele saberá nos dar a recompensa. E a recompensa nos virá quando futuramente, num futuro que acredito muito próximo, as pessoas estarem conversando entre si e dizendo entre si: estamos hoje a colher os frutos de uma nova vida; e ela começou a chegar a nós naquele momento em que aquele grupo pioneiro do socialismo celestial se desprendeu das dificuldades do dia a dia e começaram a trabalhar para o surgimento de um novo dia, uma nova vida, um novo mundo livre de toda e qualquer opressão. Gosto muito da profecia de Isaías sobre a recompensa do sofrimento de Jesus: Ele verá e ficará satisfeito. Verá os frutos do seu sofrimento. Somos a continuação daquela luta, em meio a pessoas que usam aquela luta para se locupletar. Mas é a vida…